Katara Brock
Character

Katara Brock

Goliath, Paladin, Lawful Good

Description

❖ O CABELO DE NEVE

Há dois anos, quando Auril, a Dama do Frio, mergulhou Icewind Dale na escuridão sem fim que chamam de Rime

Eterno, Katara enfrentou uma nevasca que deveria tê-la matado. Ficou horas de pé contra o vento para abrigar um

punhado de retirantes, e sobreviveu. O frio da deusa, porém, deixou sua marca: seus longos cabelos ficaram brancos como a neve, de uma raiz à outra, e assim permaneceram.

Ela não os esconde e nem os lamenta. Carrega-os como um estandarte, prova viva de que se pode encarar o inverno da

Frostmaiden e continuar de pé. Para os aflitos das Dez Cidades, aquela cabeleira branca surgindo na penumbra da aurora

virou sinal de que a ajuda chegou. Para os cruéis, virou um aviso.

Backstory

❖ FILHA DO ESPINHO DO MUNDO

Katara nasceu entre os goliaths do Espinho do Mundo, nas alturas geladas onde os clãs de gigantes medem cada vida

pela resistência e pela autossuficiência. Colossal mesmo para os de sua espécie, cresceu ouvindo que a montanha não

perdoa o fraco. Mas onde os seus enxergavam fraqueza, ela enxergava gente que precisava de amparo. Cansada das rixas antigas entre os redutos da montanha, desceu ainda jovem e se firmou entre as Dez Cidades, trocando o orgulho do clã pela promessa de servir aos que ninguém defende.

Ali ela se fez conhecida. Não como uma das muitas caçadoras ou mercenárias que a tundra produz, mas como a goliath

imensa que aparece quando a fome aperta, que ergue telhados caídos com as próprias mãos e que divide a última ração

antes de comer. As Dez Cidades a adotaram como se adota um inverno: com respeito e com um pouco de medo.

Personality

❖ A CHAMA CONTRA O INVERNO

Desde que o Rime começou, os desesperados das Dez Cidades passaram a oferecer sacrifícios a Auril nas noites de lua nova, na esperança de aplacá-la e trazer o verão de volta. Para Katara, matar inocentes para agradar à crueldade é a mais alta das injustiças. É aqui que a paladina compassiva dá lugar à fervorosa implacável: ela se posta entre a turba e a vítima escolhida, e não sai dali. Muitos a chamam de louca por desafiar um costume que, dizem, mantém as cidades vivas. Ela responde que uma cidade que se salva assassinando os seus já morreu por dentro.

É essa convicção que a levará, em breve, a jurar o Juramento dos Ancestrais: preservar a última réstia de luz, calor e vida sob a noite de Auril, custe o que custar. Katara não pretende apenas sobreviver ao inverno. Pretende ser a parede em que ele se quebra

Eduardo Marchiori
Katara Brock